22 agosto 2018

[RESENHA] A Guerra que Salvou a Minha Vida

                                   

Autor (a) Kimberly Brubaker Bradley
Editora: DarkSide Books
Número de Páginas: 240
Ano de lançamento: 2017
 Sinopse: Ada tem dez anos (ao menos é o que ela acha). A menina nunca saiu de casa, para não envergonhar a mãe na frente dos outros. Da janela, vê o irmão brincar, correr, pular – coisas que qualquer criança sabe fazer. Qualquer criança que não tenha nascido com um “pé torto” como o seu. Trancada num apartamento, Ada cuida da casa e do irmão sozinha, além de ter que escapar dos maus-tratos diários que sofre da mãe. Ainda bem que há uma guerra se aproximando.
Os possíveis bombardeios de Hitler são a oportunidade perfeita para Ada e o caçula Jamie deixarem Londres e partirem para o interior, em busca de uma vida melhor.
Kimberly Brubaker Bradley consegue ir muito além do que se convencionou chamar “história de superação”. Seu livro é um registro emocional e historicamente preciso sobre a Segunda Guerra Mundial. E de como os grandes conflitos armados afetam a vida de milhões de inocentes, mesmo longe dos campos de batalha. No caso da pequena Ada, a guerra começou dentro de casa.
Essa é uma das belas surpresas do livro: mostrar a guerra pelos olhos de uma menina, e não pelo ponto de vista de um soldado, que enfrenta a fome e a necessidade de abandonar seu lar. Assim como a protagonista, milhares de crianças precisaram deixar a família em Londres na esperança de escapar dos horrores dos bombardeios.
Vencedor do Newbery Honor Award, primeiro lugar na lista do New York Times e adotado em diversas escolas nos Estados Unidos.


  Hey Leitores Inconstantes! A resenha de hoje vai ser do livro "A Guera que Salvou a minha vida,publicado pela editora Darkside, vou começar falando da edição que está linda, o que não é nenhuma novidade se tratando dessa editora, uma capa dura com uma diagramação maravilhosa.

   A guerra que salvou a minha vida é um livro que trata de assuntos mais pesados através da perspectiva de uma criança negligenciada e maltratada por sua mãe,que ainda tem que cuidar do seu irmão mais novo e como se tudo isso não bastasse ainda há a deformidade em seu pé.

“Minha casa era uma prisão, eu mal suportava o calor, o silêncio e o vazio”
  Ada é uma criança extremamente desconfiada e arredia com quase todos de início e isso talvez dificultou um pouco a minha leitura,porque de certa forma eu perdia um pouco a paciência com ela,mas eu sempre tentava me lembrar de como a vida era difícil pra ela e assim consegui levar a leitura,apesar da história sa passar na segunda guerra,esse não é o foco da história,e mas um pano de fundo,o que não é ruim.

“Você não passa de uma desgraça! ” Ela gritava. “ Um monstro, com esse pé horrível! ” Acha que eu quero que o mundo todo vendo a minha vergonha? ”

  E como é bom ler um livro em que a história "cresce" e é justamente o que acontece aqui nessa livro,ver como a Relação entre Ada,Susan e Jamie evolui,especialmente entre Ada e Susan,apesar da desconfiança extrema de Ada, os três são personagens muito bem construídos,não há exatamente uma pessoa certa ou errada, todos possuem seus defeitos,qualidades e traumas e isso sem dúvida faz muita diferente na trama.

"Enquanto adormecia, uma palavra me veio à mente. Guerra. Enfim compreendi qual era minha luta e por que eu guerreava. A mãe não fazia ideia da forte combatente que eu havia me tornado
   No final das contas "A guerra que salvou a minha vida" se tornou um dos melhores livros que li nesse ano,foi um livro que aos poucos foi me agradando e me predendo apesar do assunto não ser um dos mais agradáveis, mas a autora conseguiu dosar muito bem os elementos de drama da história.

"Dei a mão a ela. Um novo e desconhecido sentimento me preencheu. Parecia o mar, a luz do sol, os cavalos. Parecia amor. Vasculhei minhas ideias e encontrei o nome. Felicidade".

  "A Guerra Que Salvou a minha vida" é um livro sobre preconceitos e traumas, mas que acima de tudo mostra que recomeçar é possível é que o amor pode existir sem laços parentais,ainda mais se for cultivado mesmo que lentamente.

12 comentários:

  1. Nossa, que interpretação diferente esse livro traz sobre a guerra, hein? Eu acho que é sempre uma boa jogada colocar crianças como narradoras dessas histórias mais pesadas e complexas. Sim, é estranho e causa revolta vê-las em tais situações, mas o jeito delas verem o mundo (mais simples e objetivo né) tira um pouco dessa carga, pelo menos na minha opinião, e faz com que o problema pareça ainda mais urgente por estar afetando-as. E como estudante de história, eu confesso que sempre corro na direção desses livros que tem um panorama histórico, mesmo que seja só como pano de fundo. Entrou pra minha listinha!

    ResponderExcluir
  2. Olá
    Estou querendo muito ler essa estória e toda resenha que eu leio sobre a Ada eu tenho mais vontade de ler essa estoria e descobri o que acontece com a Ada
    Dica anotada

    ResponderExcluir
  3. Adorei conferir a sua opinião sobre a leitura, eu quero muito ler esse livro e não vejo a hora de comprar. Gostei de conhecer mais dele através da tua resenha.

    ResponderExcluir
  4. Olá.

    Ahhh, adorei sua resenha! Estou muito ansiosa para ler este livro! Gosto de livros que mexe com a gente, traz reflexões e tudo mais. Adoro temas assim também. Quero muito ler e agora estou mais ansiosa.

    Beijos,
    www.psamoleitura.com

    ResponderExcluir
  5. Gostei muito da resenha, consegui entender o enredo e a sensibilidade proposta na narrativa.
    Os temas levantados são bem fortes, mas com certeza importantes para chamar a atenção dos leitores para não cometerem os mesmos erros. Penso que quando a pessoa começa sofrendo preconceito dentro da própria casa a dor deve ser insuportável. Meu Deus, essa com certeza é daquelas leituras que modificam o leitor para melhor. Valeu pela dica.

    Leituras, vida e paixões!!!

    ResponderExcluir
  6. Não tive a oportunidade de ler esse livro, embora o conheça desde o seu lançamento. Parece ser uma história muito emocionante, preciso arrumar um tempo e conseguir ler.


    Xoxo,
    Abby
    Blog Linhas Tortas

    ResponderExcluir
  7. Olá, tudo bem? Ah que legal que o livro entrou para um dos seus favoritos do ano. Não li ainda, apesar de já ter visto diversas vezes e lidos diversas opiniões positivas, e a sua resenha entra no coro de que devo ler. Esperando uma boa oportunidade para comprá-lo. Adorei a resenha haha
    Beijos,
    http://diariasleituras.blogspot.com.br

    ResponderExcluir
  8. Oi Nayla.

    Ainda não tive oportunidade de conhecer essa história e pela sua opinião o livro deve ser maravilhoso. Não vejo a hora de comprá-lo e aventurar nesta história. Parabéns pela resenha e obrigada pela dica.

    Bjos
    http://historiasexistemparaseremcontadas.blogspot.com/

    ResponderExcluir
  9. Já li algumas resenhas positivas sobre este livro e a sua resenha reforça isso, fico imaginando o sofrimento de Ada. O fato de ser um livro sobre traumas e preconceitos me instiga, mas ser um livro com um ponto forte no recomeço me instiga ainda mais.

    Bjo
    Tânia Bueno

    ResponderExcluir
  10. Ola!!
    Vc nao é a primeira pessoa que vejo falar que esse livro é um dos melhores que leu no ano. Tenho a plena consciencia de que a historia deve ser incrivel e muito emocionante, porem, infelizmente, eu tenho um serio problema com livros que falam sobre a guerra, por conta disso, não posso ler esse livro, infelizmente

    beijos

    ResponderExcluir
  11. Oi Nayla,
    Eu costumo dizer para as pessoas, que ler sobre essas desgraças que assolam o mundo me ajudam a ter um pouco mais de compaixão e a ser um pouco mais agradecida com a vida que tenho.
    Quando li Ada não esperava encontrar uma história tão bonita, e depois de ler tantos livros que apresentam as tristezas, dar de cara com um que mostra a coisa positiva é incrível, um jeito de olhar o mau de uma forma positiva.
    Amo esse livro.

    Beijokas

    ResponderExcluir
  12. Olá,

    Tô com esse livro parado lá em casa até hoje acredita? Com certeza vou le-lo o mais rápido possível depois da sua resenha, amo livros que mexem com o nosso emocional. E esse parece ter uma história fascinante.

    Beijos e parabéns pela resenha e pela dica.

    Blog Âncora Literária

    ResponderExcluir

imagem-fundo imagem-logo